O que é mito ou verdade sobre doenças respiratórias e o uso do ar-condicionado?
No auge do verão amazônico, com temperaturas que beiram os 40ºC, não utilizar o ar-condicionado é quase impossível. Assim como em estabelecimentos comerciais, muitas residências lançam mão do aparelho quase que 24 horas para resfriar e dar mais frescor aos ambientes. Mas aí surge um questionamento: e a saúde, como fica?
Será que passar muitas horas em ambientes climatizados pode causar gripe, resfriado ou rinite? O médico da Família e Comunidade e professor da Afya São Lucas, Gabriel Aurélio, explica o que é mito e o que realmente merece atenção.
Ar-condicionado causa gripe e resfriado
Mito. Gripes e resfriados são provocados por vírus, e não pelo aparelho. O que pode acontecer é o ar-condicionado retirar umidade do ambiente e contribuir para o ressecamento das mucosas nasais, provocando desconforto ou piora de sintomas respiratórios.
Aparelho sujo pode piorar sintomas de quem tem rinite
Verdade. Quando não recebe limpeza e manutenção adequadas, o aparelho pode acumular ácaros e impurezas que contribuem para o agravamento de sintomas alérgicos, especialmente em pessoas que já têm rinite.
Por isso, a manutenção é importante. O especialista orienta a lavagem dos filtros com água e sabão neutro a cada quatro semanas e revisão técnica periódica.
Quem tem rinite ou sinusite precisa abandonar o ar-condicionado
Mito.
Pessoas com doenças respiratórias podem utilizar ambientes climatizados, mas devem evitar temperaturas excessivamente baixas e dar atenção especial à limpeza do aparelho.
Mudanças bruscas de temperatura podem piorar sintomas

Verdade, com ressalvas. A passagem frequente de um ambiente muito frio para outro muito quente pode provocar desconforto e piorar sintomas em algumas pessoas. Por isso, a recomendação é evitar o resfriamento excessivo e manter uma temperatura confortável.
Crianças e idosos precisam de mais atenção
Verdade: Crianças pequenas e idosos podem ser mais vulneráveis às variações ambientais e aos problemas respiratórios. Por isso, nesses grupos, vale redobrar os cuidados com temperatura, hidratação e qualidade do ar.
O cuidado também está fora do aparelho
Em Rondônia e no Acre, o período de estiagem também pode trazer baixa umidade e exposição à fumaça de queimadas, fatores que podem irritar as vias respiratórias. Assim, o cuidado não deve se limitar à temperatura do ar-condicionado: hidratação e atenção à qualidade do ar também fazem parte da prevenção.
“O ideal é utilizar o aparelho de forma equilibrada, sem deixar o ambiente excessivamente frio. Também é importante manter uma boa hidratação, principalmente nos períodos de calor intenso”, orienta Gabriel.
Por: Freud Antunes/Agencia Catraia
Via: florestanoticias


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