Mortalidade e queda de desempenho indicam problemas sanitários na produção de tilápia
Nem sempre o primeiro sinal de um problema sanitário na produção de tilápias é a mortalidade. Em muitos casos, os prejuízos começam com menos evidência: os peixes consomem menos, crescem abaixo do esperado e apresentam diferenças de tamanho no mesmo lote.
“Essas alterações comprometem a conversão alimentar e elevam os custos de produção. Identificar o que está por trás dessas adversidades é importante para o correto manejo da piscicultura”, explica a bióloga Bruna Castro, coordenadora de aquicultura da Phibro Saúde Animal.
“A redução do desempenho pode ter diferentes causas. A qualidade da água, as variações de temperatura e as condições de manejo influenciam diretamente a saúde dos peixes e precisam ser avaliadas para identificar possíveis problemas sanitários”, ressalta Bruna Castro.
Esse desafio é maior à medida que aumenta a importância econômica da atividade. Em 2025, o Brasil produziu mais de 700 mil toneladas de tilápia. “Preservar o desempenho dos peixes ao longo do ciclo é fundamental para aproveitar todo o potencial produtivo”.
Entre as doenças que ameaçam a produtividade das tilápias estão as infecções bacterianas causadas por Streptococcus agalactiae, Lactococcus petauri, Aeromonas spp., Francisella orientalis e Edwardsiella anguillarum. Outro risco é o ISKNV (sigla em inglês para Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e Rim), que compromete a saúde dos animais e favorecer infecções secundárias.
A ocorrência e a gravidade dessas enfermidades estão relacionadas a diferentes fatores, incluindo estresse, mudanças bruscas de temperatura e alterações da qualidade da água.
“Embora tenham origens distintas, os problemas sanitários podem apresentar sinais semelhantes, como apatia, nado irregular, escurecimento da pele, lesões e perda de apetite. Essa semelhança dificulta a identificação das causas e exige avaliação cuidadosa antes da definição das medidas de controle”, explica Bruna Castro.
“O produtor precisa observar o conjunto de condições de criação e não somente os sinais apresentados pelos peixes. O histórico sanitário, a fase de produção e as características do ambiente ajudam a compreender o problema e a definir a estratégia mais adequada.”
A diversidade de agentes infecciosos e de condições de produção exige abordagens específicas. Para auxiliar os piscicultores, a Phibro oferece diferentes tecnologias no conceito PAQ Solution, que permite selecionar soluções conforme os desafios sanitários identificados.
Entre elas estão PAQ-Gro, PAQ-Protex e BioPlus PS, que podem integrar estratégias voltadas ao manejo do estresse, à imunidade, à saúde intestinal e à qualidade da água. A utilização é definida de acordo com as necessidades de cada propriedade.

“Nosso portfólio contempla ainda PhiShield AQ, vacina autógena desenvolvida a partir de cepas isoladas na própria propriedade, e TM-700, destinado ao tratamento antibacteriano”, destaca a especialista.
“Cada criação apresenta desafios próprios, que variam conforme o ambiente, o manejo e o histórico de doenças. Conhecer essas particularidades possibilita tomar decisões mais precisas e estabelecer estratégias sanitárias que contribuem para a saúde dos peixes e a eficiência da produção.”
Sobre a Phibro Saúde Animal
A Phibro Saúde Animal é uma das mais importantes indústrias veterinárias e de nutrição animal do mundo. Criada em 1946, nos Estados Unidos, está presente no Brasil há mais de 25 anos, oferecendo produtos para suínos, aves, bovinos de corte e de leite, peixes e camarões, além de oferecer soluções para a produção de fontes energéticas renováveis.
A empresa é uma das pioneiras no agronegócio a divulgar relatório completo de ações sobre responsabilidade ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês), dando transparência à sua atuação nesse campo em nível global. Para mais informações, acesse: www.phibrosaudeanimal.com
Por: Graziele Oliveira/Texto Comunicação Corporativa
Via: florestanoticias


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